terça-feira, 24 de maio de 2011

REAPROVEITAMENTO DE MATERIAL RECICLÁVEL


Natureza e Saúde: Reaproveitar o lixo
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Nunca se falou tanto em reaproveitamento de lixo. E não é para menos, é do conhecimento de todos que o acúmulo de resíduos que são descartados pode causar sérios danos ao meio ambiente. Mas a população ainda resiste.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério das Cidades, a Paraíba é o segundo estado que mais produz lixo por habitante; cada paraibano é responsável pela produção de aproximadamente um quilo e meio por dia.
Na contramão dessa realidade nós podemos encontrar pessoas que utilizam aproveitamento de materiais como papelão, jornal e isopor para produzir outras coisas como móveis e outros produtos, por isso o viver bem veio conhecer o trabalho de Chico Viola, ele que produz esses materiais, inclusive essa cadeira que eu estou sentada agora.
Chico como foi que esse trabalho começou?
“Em 1992 eu montei minha primeira exposição individual, até então não tinha uma proposta de ser um trabalho de reaproveitamento e sim um trabalho de... na época eu fazia educação artística e se questionava a falta de material nas escolas; e foi uma tentativa de colocar uma alternativa diferente nas escolas. A princípio era só o papel e hoje a gente já parte para o reaproveitamento de peças que sofreram algum dano, por exemplo, essa cadeira que você está sentada ela perdeu uma das hastes do encosto, e a gente fez um ‘transplante’, quer dizer o que estava quebrado a gente consertou e fez um recapeamento”.
Fazendo uso apenas de papel e cola, há mais de dezoito anos o artista dedica grande parte do seu tempo reaproveitando objetos que algumas pessoas julgam como inúteis e que poderiam estar poluindo o planeta.
“Embalagem plástica, restos de móveis já que muitos móveis às vezes só porque quebrou uma parte da estrutura e as pessoas descartam; eu faço justamente com o papel e a cola pra revitalizar a peça. Essa peça foi criada para acompanhar o projeto de xadrez nas escolas, todo feito a partir de canudinhos de jornal; cada peça possui de três a seis canudinhos. Eu vou aqui tentar ensinar uma peça a vocês: divide o canudinho na metade, depois a metade da metade você vai girar até fazer a cabeça do peão, e girando você faz a cabeça da peça; depois é só fazer mais dois módulos como esse e está pronto o peão”.      
Fonte: Programa Viver Bem/ Unimed
Reportagem: Linda Carvalho